Unidade de Autismo de Pedrouços fechada por falta de funcionários

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Quer o PSD quer o PCP já haviam denunciado a situação da falta de funcionários e o corte de verbas nas escolas, problemas que afetam bastante o funcionamento, por exemplo, do Agrupamento de Escolas de Pedrouços, na Maia.  Graças à falta de colocação de assistentes operacionais neste agrupamento, a direção viu-se forçada a encerrar temporariamente a Unidade de Autismo, frequentada por oito alunos. Faltam sete funcionários, dois deles afetos à atividade direta da Unidade de Autismo. E foi este problema grave que motivou a visita de dois deputados do PSD na Assembleia da República, Germana Rocha e Amadeu Albergaria (que também é vice-presidente da bancada social-democrata), à sede do agrupamento, a escola EB 2/3 de Pedrouços.

Os deputados acompanhados pelo presidente da Câmara da Maia, Bragança Fernandes, reuniram com os responsáveis do agrupamento e da EB 2/3, no sentido de conhecerem ao pormenor esta situação.

Amadeu Albergaria referiu que os problemas nas escolas já transitam de anos anteriores, mas alguns  pioraram. “É uma decisão correta do diretor, porque está em causa o correto funcionamento da escola e, mais concretamente, desta unidade”, afirmou o deputado do PSD, que considera o problema incompreensível e “mais grave”, uma vez que esta “é uma escola designada em TEIP (Território Educativo de Intervenção Prioritária)”, onde estes problemas deveriam ser vistos como de resolução prioritária.

Aumento de turmas mistas

Por outro lado, “só com o empenhamento dos professores, dos funcionários que aqui estão e dos pais” é que esta escola conseguiu começar o atual ano letivo, dada a falta do elevado número de assistentes. Entretanto, no dia da visita (esta segunda-feira, dia 17), e graças ao regresso de dois funcionários que se encontravam de baixa, foi possível reabrir a Unidade de Autismo da EB 2/3. A Câmara já tinha apoiado o agrupamento para que fosse possível abrir este ano letivo as unidade nas EB1.

Albergaria recordou ainda que este agrupamento escolar, a exemplo “de vários no país, viu-se obrigado a pedir um pagamento faseado à EDP para conseguir sustentar as suas despesas”. Outro dos problemas existentes é o aumento do número de turmas mistas.
O coordenador da comissão de Educação do PSD na AR foi informado do maior número de turmas neste agrupamento onde funcionam vários anos letivos em simultâneo, “o que do ponto de vista pedagógico tem os seus custos” e não deveria acontecer numa “área em que a natalidade tem vindo a aumentar”.

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