Unidade de Saúde Familiar de Terras da Maia promoveu Um dia com o diabético

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Unidade de Saúde Familiar de Terras da Maia promoveu um dia com o diabético

A Unidade de Saúde Familiar de Terras da Maia tem apenas nove meses de vida, mas está muito empenhada em mostrar à comunidade e aos seus utentes o trabalho que deve ser feito em parceria com a equipa de profissionais de saúde, nomeadamente no caso da diabetes.

Marlene Lemos, coordenadora da Unidade de Saúde Familiar de Terras da Maia, foi uma das orientadoras da sessão de sensibilização “Um dia com o diabético”, que decorreu na Casa do Povo de Vermoim, no último dia 11, aproveitando o S. Martinho para um convívio com alguns utentes de forma interativa e formativa.

Esclarecer como controlar os níveis de glicemia

De acordo com esta responsável é importante ter uma postura formativa de forma descontraída junto dos utentes com diabetes para esclarecer “formas de atuar, de controlar os níveis de glicemia, divulgar novidades tecnológicas que ajudem os doentes e até esclarecer o tipo de apoio que podem esperar dos profissionais de saúde”. Os doentes devem ter noção de que a maior parte do trabalho no dia a dia depende deles e que os tratamentos devem ser em “parceria entre o doente e a equipa de médicos e de enfermeiros”.

Por outro lado, a ação serviu para incentivar à atividade física, um instrumento a que os diabéticos devem recorrer de forma saudável para controlar os níveis de açúcar. A enfermeira Teresa Fonseca frisou que costuma apresentar aos doentes uma comparação entre o “nosso corpo e um automóvel: tal como num carro colocamos mais ou menos quantidade de combustível para fazer mais ou menos quilómetros, também o nosso corpo precisa da dose certa de alimentos para o estilo de vida que temos, mais ou menos sedentário. Por isso, se, em determinado momento come mais, o diabético deve depois ter o cuidado de fazer uma caminhada para queimar o açúcar que ingeriu em quatidade superior àquela que precisava”.

Um novo método para medição

O método mais usado para controlar os níveis glicémicos ainda é o que implica a chamada picadela, mas já existe um novo medidor que consiste na inserção de um chip no organismo, que faz o controlo 24 horas por dia. Esse novo método foi explicado aos participantes na iniciativa por um utente que já o utiliza, explicando as vantagens, especialmente para quem tem uma vida mais ativa.

Apesar de implicar custos ainda não comparticipados pelo Serviço Nacional de Saúde, os técnicos da USF Terras da Maia estão convencidos de será fácil alterar esta situação em breve, tendo em conta as despesas que evitará no futuro tratamento dos diabéticos, uma vez que poderão ser evitadas uma série de problemas de que geralmente padecem estes doentes e originar poupanças em medicação e internamentos.

A USF Terras da Maia foi criada há nove meses para 10 mil e 100 doentes, com seis médicos, seis enfermeiros e cinco secretários clínicos.

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