A veracidade da inclusão em Portugal

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O colóquio que aconteceu no dia 29 de junho, na Escola Secundária do Castelo da Maia, das 21h00 até às 24h00, e que tinha como tema da “A veracidade da inclusão em Portugal”, contou com a intervenção dos convidados: António Joaquim, da APD – Associação Portuguesa de Deficientes; Nuno Branco, da Associação Raríssimas; Marta Chavez, psicóloga; Domingos Costa, da Associação de Moradores do Castelo da Maia.

A moderação do debate esteve a cargo de Paulo Viana e Carlos Magalhães, da nova associação Fórum 2018, criada recentemente para organizar este encontro. Paulo Viana adianta que a instituição irá continuar a sua atividade neste âmbito de promoção da discussão pública abrangente de temas importantes para a sociedade nos dias de hoje.

Mesmo tendo pouco público, o colóquio decorreu com elevação e de forma esclarecedora acerca da temática proposta, com os convidados a aproveitarem para deixar algumas críticas, referindo que “a cidade não está preparada para pessoas com deficiência, assim como o resto do país”.

Os palestrantes falaram da forma como as pessoas com deficiência são integradas na sociedade, de dois prismas: do ponto de vista de uma pessoa com deficiência e do ponto de vista de alguém próximo a um deficiente. Abordaram ainda o tratamento dos deficientes nos outros países da Europa.

As intervenções dos convidados apontaram para algumas das áreas em que a sociedade falha na integração dos deficientes. A representante da Associação de Amigos A Criança Diferente de Milheirós, Raquel Costa, presente na plateia, fez uma intervenção em que abordou o preconceito ainda existente “para o que não é comum”. De acordo com esta dirigente, o preconceito começa logo na forma como abordamos o assunto, ao falarmos em integração: “as pessoas não devem ser integradas, elas já estão integradas”.

António Joaquim, o representante da APD, salientou a diferença de mentalidades comparativamente a Espanha, um país onde são mais respeitadas as diferentes adaptações nas acessibilidades para deficientes, tais como os espaços de estacionamento adequados.

Um dos aspetos que terá contribuído para este avanço poderá estar relacionado com as pesadas multas aplicadas aos que não respeitam a legislação, considerando que esta poderá ser uma via para a educação dos portugueses nesta problemática.

O moderador recordou que, durante a Assembleia Municipal da Maia, foram apontados diversas vezes problemas nas paragens de autocarro, mas que ainda não houve resposta. Assim como a questão do tema do colóquio, a inclusão, que fica registado, porém ainda é ignorado. Dos partidos políticos da Maia, apenas o líder do PS, António Ramalho, marcou presença no evento.

*André Ferreira (estagiário da Escola Secundária do Castelo da Maia, Curso Científico-Tecnológico de Comunicação Social)

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