Vírus de gastroenterite causou estragos na Escola EB + S Dr. Vieira de Carvalho

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Na tarde de segunda-feira, dia 16, a Escola Básica e Secundária Dr. Vieira de Carvalho, em Moreira da Maia, foi inspecionada pela ASAE, pela delegada de saúde e pelos responsáveis da DGEstE (Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares), apurou o Primeira Mão. Nesta avaliação não terá sido detetada qualquer anomalia que se pudesse apontar como responsável pelo vírus de gastroenterite diagnosticado nalguns alunos.

Afinal não haverá surto de gastroenterite nesta escola, tendo sido cerca de duas dezenas de alunos os que apresentaram sintomas da doença num universo de mil que frequenta a escola.

“Não há razão para alarmismo”, disse-nos a presidente da Associação de Pais e Encarregados de Educação, na passada terça-feira, dia 17, após tentativas, embora frustradas, por parte do Primeira Mão de obter um ponto de situação ou uma explicação acerca do problema que afetou a escola, junto de entidades como a direção do agrupamento ou a delegação de Saúde da Maia.

10 alunos com queixas

Madalena Garcia, presidente da Associação de Pais, explicou que na sexta-feira, dia 13, cerca de 10 alunos numa turma do 8º ano se sentiram mal com dores de barriga, vómitos, diarreia e calafrios. Após terem sido observados por médicos foi-lhes diagnosticada gastroenterite. A Associação de Pais reagiu de imediato e achou por bem deixar o alerta aos pais com quem partilha o Facebook. Assim, foi pedido que os encarregados de educação mantivessem “os filhos em casa na segunda e terça-feira, no mínimo, para evitar recaídas e novos contágios”, pois é sabido que o vírus tem uma “incubação de 2 a 3 dias, mas o mais resistente pode atingir uma incubação de uma semana”.

Bastou o alerta na rede social para alguns pais ficarem mais alarmados e o caso foi propagado como se de um surto se tratasse.

Esta responsável adianta que no dia 17 tinha conhecimento de cerca de 20 alunos doentes, mas a situação não ultrapassou o alerta, com “a escola e a sua cantina a funcionarem dentro da normalidade”.

O Primeira Mão tentou obter uma explicação diretamente dos responsáveis pela direção do agrupamento, mas a resposta obtida foi que não davam informação. O pelouro da Educação da Câmara Municipal da Maia só tomou conhecimento do assunto pela comunicação social. Por outro lado, a autarquia refere que não tem que se envolver neste caso, dado que a escola depende diretamente do Ministério da Educação.