VIVACI Maia já abriu ao público

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Abriu oficialmente ao público, esta quarta-feira, o Centro Comercial VIVACI Maia. Promovido pelo Grupo FDO, a unidade comercial resulta de um investimento de cerca de 50 milhões de euros e é o primeiro da marca a nascer na região norte do país. A empresa prevê quatro milhões de visitantes por ano e um volume de negócios na ordem dos 55 milhões de euros.

 

O VIVACI Maia é composto por dois pisos comerciais, com um total de 80 lojas, entre as quais 17 restaurantes, um supermercado, quatro salas de cinema. Conta com as presenças do supermercado Modelo, Worten, Sportzone, Modalfa, DeBorla e dos Cinemas Vivacine, em parceria com a Zon Lusomundo. No centro comercial pode ainda encontrar lojas de marca como Perfumes & Companhia, Springfield, Camel, Book It, Tribo, Ale Hop e Área Saúde, além de outros estabelecimentos.

A unidade comercial assume-se ainda como um ponto de encontro, de socialização e lazer. O espaço beneficia de iluminação natural através de clarabóia e tem um playground para crianças, uma zona de descanso com sofás e uma área de restauração com rede Internet wireless, cadeiras de alimentação para bebés e carrinhos de passeio. Dispõe também de um parque de estacionamento coberto e gratuito, com capacidade para mil viaturas.

Localizado no lugar das Guardeiras, em Moreira da Maia, o mais recente espaço comercial da Área Metropolitana do Porto pretende servir uma vasta área geográfica ocupada por mais de 200 mil habitantes, beneficiando das acessibilidades proporcionadas pela A28, A42 e EN13.

Durante a apresentação à comunicação social, na terça-feira, que antecedeu a abertura oficial do espaço, o presidente do grupo, Manuel Ferreira Dias, explicava que o projecto faz parte do plano de investimento que o grupo elaborou há cinco anos. No caso da Maia, salienta, trata-se de uma iniciativa “de elevadíssima importância” porque vem colmatar uma necessidade da região e vai ainda criar postos de trabalho. “Num momento em que tanto desemprego tem vindo a ser encontrado no nosso país estamos perante um projecto que vai criar à volta de mil postos de trabalho entre emprego directo e indirecto, ou seja, julgo que estamos a contribuir imenso, enquanto grupo privado, para combate o desemprego que vem devastando o país”, sublinhou.

O presidente do Grupo FDO afirma ainda que é de pessoas “com coragem” que o país precisa, “pessoas com vontade de fazer coisas”. Assim nos deixem e assim pensamos que é possível continuar na senda de criar a maior riqueza, a maior riqueza que é o emprego e a continuar a fazer coisas com qualidade”.

A obra arrancou em Novembro de 2007, esteve a cargo da FDO Construções, sendo que o projecto de arquitectura foi desenhado pela Capinha Lopes & Associados. Mas dois anos depois “aqui está, é uma realidade”, afirmou o administrador da área de retalho do grupo FDO. Fernando Rocha Pereira afirmou ainda que o Grupo prevê que a nova unidade comercial seja visitada por cerca de quatro milhões de pessoas e que tenha um volume de negócio na ordem dos 55 milhões de euros.

Garantidas acessibilidades de qualidade

O administrador salientou ainda as acessibilidades ao centro comercial, onde a empresa investiu dois milhões de euros, “melhorando e realizando enormes infra-estruturas”. O grupo, acrescentou, na construção do empreendimento teve “enormes preocupações” quer a nível de conforto, da comodidade e da segurança dos seus clientes como também “enormes preocupações ambientais”. Outra preocupação da empresa foi a acessibilidades de pessoas deficientes. Fernando Rocha Pereira diz que tudo isso foi tido em conta e garante total acessibilidade a pessoas com mobilidade reduzida ou condicionada.

O VIVACI Maia apresenta-se como um centro comercial amigo do ambiente, dispondo de algumas valências de cariz ecológico, por exemplo, com um sistema de poupança de água, através de colocação de torneiras temporizadas e do aproveitamento da água dos reservatórios de incêndio para alimentação de torneiras de serviço e de lavagem.

A apresentação do novo espaço contou com a presença do presidente da Câmara Municipal da Maia. Bragança Fernandes realçou a requalificação dos quatro acessos ao centro comercial, levada a cabo pela empresa. No sequência da construção dos acessos ao parque os semáforos das Guardeiras desapareceram, dando lugar a uma rotunda, o que o edil aponta como um aspecto positivo, uma vez que “os semáforos eram um ponto negro do concelho e hoje, graças ao shopping temos uma zona requalificada, uma zona com fáceis acessos e onde se pode circular à vontade”.

Salientou ainda os postos de trabalhos que foram criados, ajudando a diminuir a taxa de desemprego no concelho. “É um facto que enquanto em outros concelhos há empresas que resolvem fechar as portas, aqui na Maia as empresas que fecham são substituídas por outras”.

O autarca da Maia acredita que o novo espaço “vai ser um sucesso” devido aos “bons” acessos viários e à área de influência que pretende canalizar para o local e para este fim-de-semana prevê grande afluência de visitantes. “Estou a ver este fim-de-semana bichas e bichas e bichas de carros a virem para cá para serem os primeiros a visitarem este magnífico espaço”, afirmou.

Bragança Fernandes sublinhou ainda que o “sucesso” do projecto se deve a um bom entendimento entre a edilidade maiata e o Grupo FDO e ao seu presidente, “que foi incansável e é um homem que vê o futuro e aqui está o futuro da FDO também porque a Maia é um concelho onde vale a pena viver e onde vale a pena investir e esta parceira, com certeza, vai ter muitos frutos”.

O terceiro

Este é o terceiro centro comercial da marca a surgir no país, depois de em Novembro de 2008 o Grupo FDO ter inaugurado um na Guarda e outro nas Caldas da Rainha. O grupo prevê ainda a construção de novos centros comerciais em zonas urbanas de menor dimensão, nomeadamente em Beja, Barcelos e Setúbal, este último ainda em projecto.

Manuel Ferreira Dias acredita que o ano de 2010 será de retoma, por isso, espera que essa retoma seja notória “no segundo semestre do ano”. Com a marca VIVACI, o Grupo FDO está convicto de que a seu tempo poderá implementar a marca em outros países. “Temos estado atentos aos países onde operamos ao nível da FDO Construções e também em parte já com alguma imobiliária, uma vez que já nos encontramos em Angola, Marrocos, França, Polónia e também em Espanha”, enumera.

Isabel Fernandes Moreira