Zoo da Maia está de volta com muitas novidades: novos leões e tartarugas

0
394
foto cedida por JF Maia
- Publicidade -

O Parque Zoológico da Maia abriu portas pela primeira vez, em 1985. Situado no coração da Maia, o Zoo é conhecido como uma referência da cidade e visitado, anualmente, por cerca de 125 mil pessoas. Os animais, que já não recebiam visitas desde janeiro, mês em que o Zoo se viu obrigado a fechar portas devido à pandemia, voltaram a ter contacto com o público no dia 19 de abril.

Olga Freire, presidente da Junta de Freguesia da Cidade da Maia, entidade que tutela o Zoo, falou com o Primeira Mão e explicou como está a ser o regresso dos visitantes ao espaço. “Até agora tem corrido tudo bem, mas também não queremos aglomerados de pessoas aqui, por causa da questão do distanciamento. Por exemplo, no domingo não fizemos a apresentação do Leão-marinho, porque as regras não estavam a ser cumpridas. Acabamos por cancelar aos domingos esta atividade.

Mas se há algumas atividades que por agora estão interrompidas, outras continuam em pleno funcionamento. “Na apresentação da falcoaria, colocamos lugares e dá para controlar o distanciamento entre as pessoas”, afirma a diretora do Zoo da Maia.

Segundo Olga Freire, ainda não foi necessário limitar a lotação do parque, devido ao “espaço bastante amplo” do recinto. No entanto, algumas atividades como visitas escolares ainda não são permitidas, pois “neste momento a prioridade do Zoo, no que respeita a visitas, é manter os cuidados sanitários por causa da Covid-19. Estamos a aceitar marcações de festas de aniversário, com grupos de, no máximo, 10 crianças”, refere.

O Zoo alargou um pouco o seu horário para dar mais tempo aos visitantes. Funciona das 10h00 às 19h00.

Fotografia da autoria de Maia Primeira Mão

Zoo da Maia tem “prioridades, como o pagamento de salários e fornecedores”

Desde janeiro, o Zoo da Maia tem passado por algumas dificuldades financeiras. “Tivemos uma quebra de receitas de cerca de 200 mil euros desde o ano passado” afirma Olga Freire, mas o Zoo da Maia tem “prioridades, como o pagamento de salários e fornecedores”.

Os animais residentes não podiam ficar sem alimento e nesse sentido “fizemos também um investimento em rações, já no ano passado, pois não sabíamos o que ia acontecer ao nível da distribuição alimentar”. Contudo, “continuamos a ter produtos frescos diariamente e os animais não sentiram nada”, revela a diretora.

Como presidente da Junta da Cidade da Maia, Olga Freire reforçou que o Jardim Zoológico local “é um equipamento da Junta e não, a Junta de Freguesia” na sua integridade. Assim, a equipa da autarquia foi “o mais rigorosa possível no que respeita a investimentos” realizando apenas “o absolutamente indispensável”, “de forma a salvaguardar os salários dos funcionários e o normal funcionamento da Junta”, explica.

Fotografia da autoria de Maia Primeira Mão

A família do Zoo está a aumentar: novo casal de leões já disponível às visitas do público

A paragem foi longa, mas mesmo assim foi possível introduzir algumas novidades e, segundo Olga Freire, “o Zoo da Maia não compra animais”, obtendo-os sempre através de “parcerias, graças ao estabelecimento de boas relações de vizinhança com outros jardins zoológicos”. Desta forma, foi através de “trocas” que “conseguimos dar um novo lar a alguns primatas e répteis”.

É também o caso do novo casal de leões, que veio do sul de Espanha, através de uma entidade holandesa, que desenvolve atividade também no país vizinho.

Os novos leões estão disponíveis para o público a partir desta semana, tendo o Zoo aproveitado este tempo de paragem, que decorreu de janeiro até 19 de abril para fazer a acomodação destes mamíferos no parque, com um longo processo de observação dos hábitos, habituação da novos espaços e ruídos envolventes, bem como às pessoas, ‘staff’ e público.

O casal de leões, que esteve durante anos no Zoo da Maia, envelheceu no seu novo habitat e chegou ao fim do seu ciclo de vida de forma natural. Agora, este jovem casal de leões vem colmatar essa falha no parque biológico e está pronto, a partir desta semana, para receber as visitas em geral.

imagem de Facebook de Zoo da Maia

Olga Freire toca num aspeto importante nos dias de hoje. “Continua a existir quem utilize os animais para fazer negócio”. Muitas vezes, “os animais são apreendidos e o Jardim Zoológico da Maia tem tido o privilégio de ser uma das entidades escolhidas para o acolhimento desses animais”, expõe.

Mas nem todos os animais vêm do lado de fora, e mesmo que o objetivo do parque não seja a procriação, “os animais têm a sua própria vida”, refere a diretora. Assim, o Zoo da Maia tem sido berço para algumas crias. “Já aconteceu com zebras, veados lavrador, cabras, aves, répteis” e muitas outras espécies ao longo dos anos.

Fotografia da autoria de Maia Primeira Mão

“Esqueletolândia”, uma exposição inédita e exclusiva

 Quando o ciclo de vida dos animais do parque chega ao fim, o Zoo da Maia, em parceria com a UTAD (Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro), cede-lhes um novo destino. A “Esqueletolândia” é uma exposição criada através do aproveitamento de esqueletos de animais do próprio parque (incluindo ossadas de outros locais também), em que após a necropsia, são devolvidos ao Jardim Zoológico da Maia e expostos, com o objetivo de educar, sensibilizar e desenvolver valores positivos na comunidade, em defesa da Natureza e da Biodiversidade.

Aliás, o Zoo da Maia tem como principais objetivos “sensibilizar diretamente a sociedade em geral, para questões como o ambiente, a preservação e proteção de espécies, a procriação de animais, e a colaboração com autoridades e instituições que trabalham diretamente na proteção animal”.

“Durante a pandemia aproveitamos para colocar alguma informação adicional á exposição, para que seja mais explícito aquilo que conduziu à realização da mesma”, menciona Olga Freire.

A vida no parque é tranquila e esta selva no interior da cidade, revela-se um novo mundo por descobrir. O som dos pássaros difunde-se com o rugir dos tigres e é assim, que os animais do Jardim Zoológico da Maia vivem as suas vidas, de forma despreocupada.

Fotografia da autoria de Maia Primeira Mão
Fotografia de Maia Primeira Mão
- Publicidade -